Tuesday, July 31, 2007

Trabalho & Descanso!

Em tempo de férias o que todos mais desejamos (e passamos um ano de trabalho inteiro a desejar…) é o querido DESCANSO.

Quando ainda frequentava o ensino secundário (ai que saudades!) tinha sempre a sensação de que, os quase 3 meses de férias de verão que então tinha eram claramente excessivos, por isso chegava a meados de Agosto completamente fartinha de férias.
Mas, reconheço que esse meu cansaço do descanso (hum, expressão curiosa…) não era muito comum a muitos dos meus colegas (aliás, era praticamente a única que assim pensava)

Quando encontrei este pequeno texto de Séneca fiquei muito mais esclarecida (ou talvez não) acerca do doseamento do descanso (e do trabalho, que nesta altura do ano pouco interessa).

Trabalho e Descanso na Justa Medida

A mente não se deve manter sempre na mesma intenção ou tensão, antes deve dar-se também à diversão. Sócrates não se envergonhava de brincar com as crianças, Catão aliviava com vinho o seu ânimo fatigado dos cuidados públicos e Cipião dançava com aquele corpo triunfante e militar (…) O nosso espírito deve relaxar: ficará melhor e mais apto após um descanso. Tal como não devemos forçar um terreno agrícola fértil com uma produtividade ininterrupta que depressa o esgotaria, também o esforço constante esvaziará o nosso vigor mental, enquanto um curto período de repouso restaurará o nosso poder. O esforço continuado leva a um tipo de torpor mental e letargia. Nem os desejos dos homens devem encaminhar-se tão depressa nesta direcção se o desporto e o jogo os envolvem numa espécie de prazer natural; embora uma repetida prática destrua toda a gravidade e força do nosso espírito. Afinal, o sono também é essencial para nos restaurar, mas se o prolongássemos constantemente, dia e noite, seria a morte.

Séneca, in ‘Da Brevidade da Vida’

O filósofo oferece nos muitas e interessantes dicas sobre o descanso que devemos ter, mas neste momento penso veemente:

Benditas férias!
Que Setembro demore muito, muito a chegar!….

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Wednesday, July 25, 2007

Mais um Concerto a não perder (e que perdi…)

Aimee Mann + Sean Riley & The Slowriders

“Quem se apaixonou por “Magnolia”, o filme de Paul Thomas Anderson, também se apaixonou pela banda sonora. A maior parte das músicas vinha assinada e cantada por uma voz doce que contava os (des)encantos e (des)amores de um mundo esmagador. Chamava-se Aimee Mann. A cantora estreia-se agora em Portugal, com um concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 25 de Julho.

O trabalho com Anderson, em que cenas e canções foram escritas em simultâneo, foi alvo de um certo fenómeno de culto e permanece a maior referência do percurso de Aimee Mann. Mas o talento da cantora e compositora norte-americana estende-se um pouco para além desse momento. Em 2005, apareceu com “The Forgotten Arm”, em que era ela a realizadora de uma narrativa de canções: a aventura de um casal que percorre a América dos anos 70. O resultado é uma novela sonora intimista e recheada de paisagens desenhadas ao piano. “Um álbum de qualidade e consistência de uma das melhores cantautoras que há por aí. Vale o investimento”, recomendou a BBC. É para o apresentar que Aimee Mann chega a Portugal, mas o alinhamento não vai certamente esquecer - como poderia? - as palavras que cantou para “Magnolia”. “

in Guia do Lazer, clix.pt


Gostava muito de estar neste concerto, hoje no Coliseu dos Recreios…

Como tal não vai acontecer, bem que vou ouvindo os cds Lost in Space, ou então Bachelor(or the last remain of the Dodo)
Geniais!

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Thursday, July 19, 2007

alt : http://www.youtube.com/v/8SLl4NFbNB8

Já faz falta um programa de humor como o Herman Enciclopédia hoje em dia…
Agora o Herman está tão “chunga” que nem com o seu novo programa (como se chama mesmo?) consegue voltar a ter o esplendor que tivera em programas como Tal Canal, Parabéns Herman Enciclopédia…

E como o Gato Fedorento está de férias, lá  temos nós de nos contentar com as intermináveis novelas existentes na televisão portuguesa… (nem quero saber como será a Chiquititas da SIC…)

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Sunday, July 15, 2007

Falta de talento de Merche Romero

Ontem à noite assiti (por breves momentos) à Gala transmitida pela RTP1 dos Prémios Talento 2006.

A Gala foi organizada pela Secretaria de Estado das Comunidades e  pretendeu homenagear os portugueses que se distinguiram no estrangeiro, nas mais variadas áreas.

O palco da gala foi o Convento do Beato, tendo sido apresentada por José Carlos Malato e Merche Romero.

Não quero aqui discutir o facto de apenas uma mulher ter sido distinguida com o prémio, nem quero comentar os vencedores no geral (até porque, verdade seja dita, nunca tinha ouvido falar nos emigrantes portugueses premiados…)

Acho esta iniciativa da Secretaria de Estado das Comunidades muito interessante e positiva, mas o que não foi de todo, nem interessante, nem positivo, foi a prestação da apresentadora Merche Romero.

É certo que a senhora é uma figura bonita e de “destaque visual” na televisão portuguesa, mas simplesmente deve ter um desequílibriozinho mental um bocadinho acentuado, ou então nao possui a sensatez de se adequar ao momento solene do qual, por acaso, até era apresentadora…

Para além de fazer questão de estar constantemente a rir - se (qual “Maria Tonta” como dizia a minha avô), mesmo em momentos que de humorísticos não tinham nada, ela é também persistente em baloiçar se sobre o corpo durante a apresentação de um evento. Passo a explicar: em vez de permanecer sereninha a ler lá o seu teleponto, Merche é uma autêntica menina combichos carpinteiros” pelo corpo todo e não consegue literalmente ficar quieta.

Toda esta discrição pode parecer irrelevante e bastante inútil, mas acreditem que durante os momentos a que assiti da gala, o comportamento dela só me levava a pensar no seguinte:

A RTP não tinha uma apresentadora menos tonta para apresentar esta gala?

No entanto tenho de referir que considero Merche Romero uma apresentadora indicada para o programa Portugal no Coração, na medida em que é simpática e afável para com o seu público…
Mas, no que toca a eventos mais solenes, ela simplesmente não dá!

E por favor, RTP1 não tentem voltar a repetir a experiência para o ano com Merche Romero no mesmo papel…

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Wednesday, July 11, 2007

Carta a meus filhos sobre os Fuzilamentos de Goya

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente â secular justiça,
para que os liquidasse “com suma piedade e sem efusão de sangue.”
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados
tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de urna classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que
multas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam “amanhã”.
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

in Líricas Portuguesas I Volume, Jorge de Sena

Dei por mim a reler este poema encontrado num livro cá de casa…

Após a leitura questiono me sobre todos os massacres humanos ocorridos no passado século XX (só por “meros” exemplos, 2ª Guerra MundialGuerra do Vietname e infelizmente tantos outros) e coloco inevitavelmente a questão Serão ou não em vão?

Será que foram apenas factos tristes do passado e futuramente irrepetíveis, ou são factos que se tornarão a repetir, mas apenas com outros contornos?

Fica a questão…

Posted by Rita Jorge at 20:22:09 | Permalink | Comments (4)

Sunday, July 8, 2007

Novas 7 (ou serão 6?) Maravilhas do Mundo

 

Eis as novas 7 Maravilhas do Mundo. (http://www.new7wonders.com/index.php?id=633)

São todas elas, sem dúvida, marcos culturais de referência para todo o mundo, mas não consigo compreender como é que nesta lista consta a Estátua de Cristo Redentor!

Não quero menosprezar o valor arquitectónico do Cristo redentor, nem quero negar o seu teor simbólico da hospitalidade dos brasileiros,  mas mesmo assim, como é possivel considerar superior a, por exemplo:

- Alhambra - Espanha ?
- Pirâmides de Gize – Egipto ?
- Castelo de Neuschwanstein - Alemanha
?
- Angkor Wat – Camboja ?

Uma coisa é certa: realmente o povo Brasileiro sabe o que é o poder de mobilização para influenciar o resultado de uma votação mundial… 

 

Posted by Rita Jorge at 23:40:40 | Permalink | Comments (7)

Saturday, July 7, 2007

Hum..Inspiração

O Que é a Inspiração ?

Eu não sei o que é a inspiração. Mas também a verdade é que às vezes nós usamos conceitos que nunca paramos a examinar. Vamos lá a ver: imaginemos que eu estou a pensar determinado tema e vou andando, no desenvolvimento do raciocínio sobre esse tema, até chegar a uma certa conclusão. Isto pode ser descrito, posso descrever os diversos passos desse trajecto, mas também pode acontecer que a razão, em certos momentos, avance por saltos; ela pode, sem deixar de ser razão, avançar tão rapidamente que eu não me aperceba disso, ou só me aperceba quando ela tiver chegado ao ponto a que, em circunstâncias diferentes, só chegaria depois de ter passado por todas essas fases.
Talvez, no fundo, isso seja inspiração, porque há algo que aparece subitamente; talvez isso possa chamar-se também intuição, qualquer coisa que não passa pelos pontos de apoio, que saltou de uma margem do rio para a outra, sem passar pelas pedrinhas que estão no meio e que ligam uma à outra. Que uma coisa a que nós chamamos razão funcione desta maneira ou daquela, que funcione com mais velocidade ou que funcione de forma mais lenta e que eu posso acompanhar o próprio processo, não deixa de ser um processo mental a que chamamos razão. “

José Saramago, in “Diálogos com José Saramago”

Eu muitas vezes me questiono sobre este tema da dita Inspiração.
Simplesmente divirjo muito quanto a Saramago, pois eu nao questiono a natureza da inspiração, mas sim  a sua teimosia em aparecer em mim

Enfim…

Posted by Rita Jorge at 00:13:16 | Permalink | Comments (3)

Thursday, July 5, 2007

Qual é a vossa viagem de sonho?

Como o calor finalmente começa a fazer sentir, todós nós começamos a perdermo - nos em pensamentos sobre aquelas férias ideais….

É ou não é verdade?

Qual será o vosso destinho de sonho?

- Riviera Francesa?
- Hawai?
- Maldivas?
- Ilhas Seychelles?

Pois bem, no meu caso confesso que as minhas férias de sonho não se reportam a locais de praia (para isso vou para o Algarve ou para Bebidorme e venho de lá suficientemente morena…)

Uma das muitas viagens de sonho que tenho, é conhecer Machu Pichuu (no Perú)

“Machu Picchu, em quíchua Machu Pikchu, “velha montanha”, também chamada “cidade perdida dos Incas“, é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, actual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e maosoléus reais.

O lugar foi elevado à categoria de Património mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, porém a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

O Peru é o berço de uma das civilizações mais interessantes e intrigantes da história, os Incas. Atualmente, as marcas desse incrível povo estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Ica.”

in Wikipédia

Desde muito pequena (, desde os meus 14 anos) que tenho uma grande obsessão por culturas civilizacionais já extintas e ter a oportunidade de conhecer o local mais emblemático da cultura Inca seria verdadeiramente insquecível…

Mas, enquanto nao ocorrer essa oportunidade, bem que vou pesquisando imagens e vídeos pela internet…

              

Posted by Rita Jorge at 17:34:22 | Permalink | Comments (7)

Monday, July 2, 2007

“O último turno”

“Todos os anos suicidam-se 5 dos 22 mil agentes de Segurança Pública.
É um fenómeno alarmante face à média anual de suicídios na população civil: 2 por cada 22 mil habitantes.
Os mais vulneráveis são jovens agentes entre os 25 e os 29 anos.
Vivem quase sempre sozinhos na Grande Lisboa, deslocados das famílias e das terras de origem.
O stress profissional, o isolamento e a proximidade constante de armas de fogo são apontados como os principais factores de risco. Mas a PSP não sabe quantos agentes enfrentam distúrbios psicológicos desta natureza.
O único cálculo realizado, até ao momento, encontra-se nos ficheiros do Sindicato dos Profissionais de Polícia. Contém as identidades de mais de uma centena de polícias que se confessaram à beira do suicídio e alerta para a existência de muitos mais casos, vividos em silêncio.
Encontrámos bastantes agentes que nunca procuraram ajuda. Por vergonha de assumir a fraqueza. Por medo de serem despromovidos.
Entre dentes sussurram os episódios de violência que os enfraqueceram por dentro.
A revolta leva-os a querer usar a arma que trazem no coldre, a toda a hora. Confessam-se perigosos. Para si e para os outros, sem receio de assumir que com esses pensamentos contrariam tudo o que aprenderam, ou seja, a usar a arma apenas como último recurso e somente para defender vidas.
Alguns estão em baixa psiquiátrica mas nunca foram desarmados e exibem, como trunfos, as licenças de porte de arma que lhes foram passadas já depois de terem ficado doentes.

Nos últimos 14 anos, houve 55 famílias que enfrentaram este drama.
Não tiveram direito a qualquer subsídio.”

in guia televisivo da Rtp2

Este texto constitui um breve resumo do grande tema que preenche a Grande Reportagem do dia de hoje.

Confesso que nunca tinha pensado nesta temática, nem se quer tinha imaginado a sistuação dramática que vivem muitos desses jovens agentes da PSP.

Uma coisa é certa, vivemos hoje em dia uma era de descrédito (e desrespeito!) das forças policiais, o que, a longo prazo, pode trazer resultados menos benéficos para um Estado Democrático em que (ainda) vivemos…

Posted by Rita Jorge at 22:31:23 | Permalink | Comments (2)

Sunday, July 1, 2007

Princesa do Povo?

Se fosse viva Diana Spencer festejaria o seu 46º aniversário…

Nesta data, para além do Concerto ao vivo no Estado de Wembley, em Inglaterra que a RTP1 fez questão de transmitir em directo, muitos outras notícias surgiram, nomeadamente em jornais e revistas e até mesmo no mundo blogosférico (sim, não vou ser a primeira a debruçar me sobre este tema)

Para muitos considerada A Princesa do Povo, Diana não teve um vida fácil..Dizem que desde a sua infância começou a sofrer grandes desilusões sentimentais (desde logo com o divórcio dos pais) e o célebre casamento com o Príncipe Carlos foi o início de uma vida que, segundo dizem, foi repleta de depressões e desavenças conjugais..

Nao procuro deixar aqui uma mini biografia sobre Diana, até porque muitos ja o fizeram e, portanto, se tiverem interessados em mais dados biográficos procurem no google etc e tal…

O que me questiona, agora, acerca da vida de Diana é o facto de ela ter sido chamada Princesa do Povo, na ultima fase da sua vida.
Recuando um pouco na História, aquela que outrora foi designada Diana de Gales, só se dedicou inteiramente a causas humanitárias, após a sua separação definitava com o Príncipe Carlos…
È precisamente este dado que me deixa intrigada…
Posso estar a ser muuuito injusta, mas

Não terá Diana canalizado todo o seu carisma para causas humanitárias (= ajudar os pretinhos de África) apenas para limpar a sua imagem, após um processo de divórcio bastante apimentado por relatos de infedelidades escandalosos?

Repito, posso estar a ser muito injusta mas coloco esta pergunta frequentemente.

E para além desta coloco ainda outra,

Será que Diana, se fosse viva, teria ainda a fama que no passado tivera? Não seria hoje uma espécie de Jackeline à procura do seu milionário Onassis?

Enfim, penso que nunca teremos respostas definitivas a estas questões, mas penso que este mundinho ja devia acordar para o lado real de todos os factos por detrás da imagem de Diana…

Posted by Rita Jorge at 19:20:19 | Permalink | Comments (6)