Thursday, November 8, 2007

Quando fala um Português

Quando fala um português
Falam dois ou três
e o seu número a aumentar.

São outros tantos a falar
Ai! São tantos a falar
Quando fala um português
Falam dois ou três
Todos se querem escutar
Ninguém espera a sua vez
Ah! ninguém se quer calar
Pois tem direito a respeitar
Mas a conversa está a aquecer
Ai já estão a desconversar
Já ninguém se está a entender
Ai! Já estão todos a gritar
Ai! Que o insulto é de corar
A ameaça está no ar
E o punho está-se a fechar
Com tendência a piorar
E eu não paro de atiçar…

António Variações

23 anos se passaram após a morte de António Variações e esta música continua tão actual e pertinente…

Posted by Rita Jorge in 13:41:23 | Permalink | Comments (1) »

Monday, November 5, 2007

Hum,
Provavelmente, para Vital Moreira a palavra a escolher será “Exit”…

Posted by Rita Jorge in 19:27:59 | Permalink | No Comments »

Sunday, October 28, 2007

Desde que era aluna do Ensino Secundário fui sempre muito crítica a essa grande invenção que é a publicação do ranking das Escolas…

Após ter consultado os resultados do ranking de 2007, as conclusões que se retiram são basicamente iguais às do ranking de 2006, de 2005, de 2004….

Ou seja, -  e sem grandes novidades… - as Escolas consideradas como sendo as melhores são sempre Escolas/Colégios do Ensino Privado, localizadas em zonas urbanas, com alunos provenientes de “famílias com ambientes sócio - económicos muito favoráveis”…

Segundo um suplemento publicado pelo Jornal Diário de Notícias, as 3 melhores Escolas são:
1 - Colégio Mira Rio (lisboa)
2 - Colégio Cedros (Vila Nova de Gaia)
3 - Externato Horizonte (Porto)

(Para quem ainda nao percebeu, estas 3 Escolas enquadram - se no perfil que atrás mencionei…)

Que Conclusões a retirar?
ou melhor,
Para que servem estes resultados?

Li algumas opiniões de ex Ministros de Educação, de Presidentes de Associações de Professores e muitos deles mencionam o papel relevante da apresentação anual deste ranking.

Mas eu pergunto, será assim tão benéfico publicar este Ranking?

Vejo me obrigada a concordar com Francisco Louçã, quando diz que «Os rankings não pretendem esclarecer nada do ponto de vista da informação, pelo contrário, procuram criar uma mistificação gigantesca, criar uma fraude absoluta para confundir os pais, alunos e professores»

Desde o meu 12º ano que os resultados são praticamente semelhantes e julgo que muitas das Escolas que em 2005 ficaram classficadas como sendo das piores, continuam a sê lo este ano…

So espero que, como referiu a Sra. Minsitra de Educação, no prazo de dois anos o panorama apresentado pelo ranking se altere e se diminuam as desigualdades entre Escolas…

Entretanto, lá vou eu ter de procurar o nome da minha Escolinha Secundária nas últimas paginas do ranking…=P


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Thursday, October 18, 2007

 


Estranho, não?….

Posted by Rita Jorge in 15:39:22 | Permalink | Comments (3)

Sunday, October 7, 2007

Campaign for real beauty

Na última edição do Cannes Advertising Awards, festival que tomou lugar na cidade de Cannes, no passado mês de junho, o vídeo vencedor na categoria Corporate Image, tem sido aplaudido por acusar abertamente os estereótipos da beleza.

O trabalho, que pertence à campanha da Dove Evolution, mostra uma jovem comum - e igual a tantas outras - a ser maquilhada por profissionais. O rosto é submetido a testes em computadores que optimizam a sua imagem e a transformam numa top model repleta de glamour…

Sobre o vídeo, os autores apresentam a seguinte sinopse:

“We created a film that exposed the manipulation of the female image in the media. The objective was to encourage discussion around the subject of real beauty and lead people to the www.campaignforrealbeauty.com website.

 

Posted by Rita Jorge in 13:33:37 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, September 26, 2007

“Falta de jeito para as Artes”

Nunca fui uma rapariga virada para as artes.

Quando tinha os meus 7, 8 anos conseguia fazer uns desenhos muito engraçados, sempre muito elogiados pela minha professora primária e muito apreciados pelos meus pais, principalmente pela minha mãe que sempre os considerava com um traço “muito perfeitinho”.

Ainda hoje nem sei bem o que queria significar com aquilo…

Quando transitei para o 5º ano a situação alterou se drasticamente.
Os elogios e apreciações positivas sobre os meus  desenhos cederam a uma grande pressão para desenhar bem (usando o lápis correcto - eu nem sabia que havia vários tipos de lápis!) e para fazer todos os trabalhinhos manuais com toda a a perfeição.

Naturalmente, com a minha franca falta de jeito para as artes nunca fui considerada uma grande aluna a Educação Visual e Tecnológica e, posteriormente, a Educação Visual.

, era sempre avaliada em nível 4 ou 5, mas agora reconheço claramente que tais classificações se deviam mais ao meu bom comportamento e bom aproveitamento a todas as outras disciplinas, do que propriamente ao meu talento para o desenho, pintura e criatividade artística…

Sempre foi assim até ao 9ºano.
Um autêntica “batalha” (e tormento…) nas aulas de E.V pois sentia me constantemente como a “croma sem jeitinho nenhum para a coisa”.

Foi numa destas aulas que me lembro da professora ter levado para a aula vários livros pequenos que faziam parte integrante duma colecção sobre a obra de vários pintores/escultores/designers, que resolveu distribuir pela turma.

A mim calhou me um livro cujo título principal era simplesmente “ESCHER”
Mal olhei para a capa, e desconhecendo de todo aquele nome, pensei que seria o tema de mais um trabalhinho que teríamos que fazer e, no qual, eu demostraria o meu enorme brilhantismo artístico…

Mas não.
O livro servia apenas para nos mostrar outra forma de expressão gráfica, na qual se representavam construções impossíveis, com preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses.

Adorei.
Farta de ver repetidamente nas aulas desenhos sempre perfeitos, magistralmente executados (que não eram obviamente da minha autoria…) abrir o livro e ver algo totalmente diferente foi mesmo uma boa experiência.

Gostei tanto, que desde então nunca mais me esqueci deste autor, que vim a saber, é até bem reconhecido publicamente.

No entanto, quero já esclarecer que não foi pelo facto de ter gostado tanto de conhecer a obra de ESCHER que passei, como que miraculosamente, a ter jeito para as artes.

Infelizmente essa falta de jeito permanece e não me parece que, tão cedo, irá nascer em mim….

 

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Tuesday, September 18, 2007

Poesias de infância

Hoje, quando cheguei a casa de tarde, resolvi fazer algo que já não fazia há já algum tempo:

Reler os poemas que lera nos meus 10, 12 anos.

Percorri as estantes cá de casa, em busca dos livros de literatura infantil dessa época.
Não encontrei nenhum.

Procurei manuais de Português dos 5º e 6º anos.
Não encontrei nenhum.

Então resolvi fazer uma busca on line dos autores e poemas que me lembro de ter gostado tanto de ler e de decorar! (sim, adorava dizer em tom de lengalenga muitos dos poemas que lia!)

 

Colar de Carolina

Com seu colar de coral,
Carolina
corre por entre as colunas
da colina.
 
O colar de Carolina
colore o colo de cal,
torna corada a menina.
 
E o sol, vendo aquela cor
do colar de Carolina,
põe coroas de coral
 
nas colunas da colina.

Cecília Meireles

O menino azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
 
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
 
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles

Lágrima de Preta 

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

 António Gedeão

Poderia transcrever alguns mais, mas deixo para uma próxima ocasião…

Posted by Rita Jorge in 20:29:39 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, September 12, 2007

A verdadeira “Cidadã do Mundo”….

Posted by Rita Jorge in 22:06:49 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, September 11, 2007

Posted by Rita Jorge in 17:18:02 | Permalink | Comments (4)

Monday, September 3, 2007

Regresso de Fidel à vista?

Li algures que, Fidel Castro, num artigo chamado “A submissão à política imperial”, criticou Hillary Clinton e Obama pelas suas demandas de um “governo democrático” em Cuba. (Desenvolvimentos desta notícia serão encontrados em qualquer site com contéudo noticioso sobre o mundo e arredores…)

Não quero debruçar me sobre as referidas exigências dos dois candidatos à presidência americana, nem tão pouco sobre a tal crítica feita pelo ditador cubano.

Aliás o que me prendeu a atenção ao ler a tal notícia, foi precisamente o facto de o artigo ter sido escrito por Fidel Castro.
Diz se que teve um grave problema de saúde (parece até que o senhor se submeteu a 3 cirurgias um pouco fracassadas), não tem aparecido diante do seu povo cubano e as últimas imagens constam de uma gravação feita já ha mais de 2 meses…

Perante este cenário de aparente debilidade física e consequente estado de recuperação de Fidel (ao qual nenhum meio da comunicação social tem tido acesso e poucos sabem como está a decorrer…), há quem se questione sobre o seguinte:

Estará o lider cubano de 81 anos (mesmo) vivo?…. 

Vá…

Não sei se há muita gente neste mundinho a questionar - se sobre isto, mas eu pelo menos coloco esta questão!…

Posted by Rita Jorge in 22:49:30 | Permalink | Comments (2)